Sunday, September 30, 2012

Vincenzo Cardarelli - Adolescente

 Su te, vergine adolescente,
sta come un'ombra sacra.
Nulla è più misterioso
e adorabile e proprio
della tua carne spogliata.
Ma ti recludi nell'attenta veste
e abiti lontano
con la tua grazia
dove non sai chi ti raggiungerà.
Certo non io. Se ti veggo passare
a tanta regale distanza,
con la chioma sciolta
e tutta la persona astata,
la vertigine mi si porta via.
Sei l'imporosa e liscia creatura
cui preme nel suo respiro
l'oscuro gaudio della carne che appena
sopporta la sua pienezza.
Nel sangue, che ha diffusioni
di fiamma sulla tua faccia,
il cosmo fa le sue risa
come nell'occhio nero della rondine.
La tua pupilla è bruciata
dal sole che dentro vi sta.
La tua bocca è serrata.
Non sanno le mani tue bianche
il sudore umiliante dei contatti.
E penso come il tuo corpo
difficoltoso e vago
fa disperare l'amore
nel cuor dell'uomo!
Pure qualcuno ti disfiorerà,
bocca di sorgiva.
Qualcuno che non lo saprà,
un pescatore di spugne,
avrà questa perla rara.
Gli sarà grazia e fortuna
il non averti cercata
e non sapere chi sei
e non poterti godere
con la sottile coscienza
che offende il geloso Iddio.
Oh sì, l'animale sarà
abbastanza ignaro
per non morire prima di toccarti.
 
E tutto è così.
Tu anche non sai chi sei.
E prendere ti lascerai,
ma per vedere come il gioco è fatto,
per ridere un poco insieme.
Come fiamma si perde nella luce,
al tocco della realtà
i misteri che tu prometti
si disciolgono in nulla.
Inconsumata passerà
tanta gioia!
Tu ti darai, tu ti perderai,
per il capriccio che non indovina
mai, col primo che ti piacerà.
Ama il tempo lo scherzo
che lo seconda,
non il cauto volere che indugia.
Così la fanciullezza
fa ruzzolare il mondo
e il saggio non è che un fanciullo
che si duole di essere cresciuto.


Niccolò Tommaseo - La poesia

  Non la raggiante immagine,
non la riposta idea,
  non l'armonia de' numeri,
non è l'amor che crea.

  Idea, concento, immagine,
aura d'amor fecondo,
  formansi in uno, e n'escono,
il verso, il fiore, il mondo.

Fernando Pessoa - Há doenças piores que as doenças

Há doenças piores que as doenças,
Há dores que não doem, nem na alma
Mas que são dolorosas mais que as outras.
Há angústias sonhadas mais reais
Que as que a vida nos traz, há sensações
Sentidas só com imaginá-las
Que são mais nossas do que a própria vida.
Há tanta cousa que, sem existir,
Existe, existe demoradamente,
E demoradamente é nossa e nós...
Por sobre o verde turvo do amplo rio
Os circunflexos brancos das gaivotas...
Por sobre a alma o adejar inútil
Do que não foi, nem pôde ser, e é tudo.
 
Dá-me mais vinho, porque a vida é nada.

Max Bruch - Konzert - Geige und Bratsche

I
 
II
 
III

Friday, September 28, 2012

Ailleurs

Teatro Municipal, São Paulo

11 dom 11h
Orquestra Experimental de Repertório
Mário Zaccaro – regência
Emmanuele Baldini – violino
Johannes Gramsch – cello
J. Brahms: Abertura Trágica 12’
J. Brahms: Concerto Duplo, para Violino e Violoncelo, op.102, em lá menor 32’
(intervalo 15’)
J.Sibelius: Sinfonia nº 1, op. 39 36’
 


----/----/----
 
Sala São Paulo
 
Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo
Marin Alsop regente
Johann Sebastian BACH
Chacona [orquestração de Nathan Rachlin]
 
Dmitri SHOSTAKOVICH
Sinfonia nº 7 em Dó Maior, Op.60 - Leningrado
 
08 dez 12 sábado 16h30

Introduction et Rondo capriccioso en la mineur


Wednesday, September 26, 2012

J.

Abstração:

Ato ou efeito de abstrair ou abstrair-se; abstraimento. 2. Filos. Operação pela qual o espírito considera separadamente coisas inseparáveis na natureza. 3. O resultado dessa operação (conceito, idéia). 4. Estado de alheamento do espírito; devaneio, meditação.

Und so weiter

Philosophy
 
1 The love of wisdom as leading to the search for it; hence, knowledge of general principles - elements, powers, or causes and laws - as explaining facts and existences.
 
2 The general laws that furnish the rational explanation of anything.
 
3 The calm judgement and equable temper resulting from study of causes and laws; practical wisdom; fortitude, as in enduring reverses and suffering.
 
4 Reasoned science; a scientific system; as (formerly), natural philosophy, now natural science.
 
5 A philosophical system or treatise.
 
6 The sciences as formerly studied in the universities.


Saturday, September 22, 2012

Augusto dos Anjos - A Aeronave

A Aeronave
 
Cindindo a vastidão do Azul profundo,
Sulcando o espaço, devassando a terra,
A aeronave que um mistério encerra
Vai pelo espaço acompanhando o mundo.
 
E na esteira sem fim da azúlea esfera
Ei-la embalada n’amplidão dos ares,
Fitando o abismo sepulcral dos mares,
Vencendo o azul que ante si s’erguera.
 
Voa, se eleva em busca do infinito,
É como um despertar de estranho mito,
Auroreando a humana consciência.
 
Cheia da luz do cintilar de um astro,
Deixa ver na fulgência do seu rastro
A trajetória augusta da Ciência.
 
Augusto dos Anjos

Giacomo Leopardi - La Ricordanza

La Ricordanza
 
O graziosa Luna, io mi rammento
Che, or volge un anno, io sopra questo poggio
Venia carco d’angoscia a rimirarti:
E tu pendevi allor su quella selva
Siccome or fai, che tutta la rischiari.
Ma nebuloso e tremulo dal pianto
Che mi sorgea sul ciglio, a le mie luci
Il tuo volto apparia; ché travagliosa
Era mia vita: ed è, nè cangia stile,
O mia diletta Luna. E pur mi giova
La ricordanza, e ’l noverar l’etate
Del mio dolore. Oh come grato occorre
Il sovvenir de le passate cose,
Ancor che triste, e ancor che il pianto duri.
 
 
Giacomo Leopardi

Friday, September 21, 2012

Em uma prova

Local: Escola Politécnica da Bahia
Data: 27 de junho de 1931
Curso: Engenharia Civil
Matéria: Química
Questão: Disserte sobre as propriedades do hidrogênio – elemento.Sua preparação no laboratório e na indústria.

Resposta:


De leveza no peso são capazes
Diversos elementos, vários gases.
O hidrogênio, porém, é um gás que deve
Ter destaque por ser o gás mais leve.
Combina-se com vários metalóides,
Com todos, aliás, os sais halóides
Provêm de ácidos por aquele gás
Formados reunindo-se aos metais.
Cloro e hidrogênio combinados dão
Um ácido — o clorídrico — e a explosão
Produzida por bela experiência
Por ser de funesta conseqüência.
Vale a pena que seja aqui descrita
Essa experiência que acho tão bonita.
O desejado efeito se produz
Na escuridão, ausente toda luz.
O cloro ao lado do hidrogênio fica
Num vaso, e isso por forma alguma implica
Numa veloz combinação dos dois,
Porquanto a mesma só virá depois.
Então, do vaso em se chegando à boca
Uma chama rebomba, estruge, espouca
O violento estampido que anuncia
Pronta a combinação. À luz do dia
Faz-se a combinação rapidamente
(Nesse caso o perigo é iminente).
De uma notável propriedade goza:
Atravessa veloz qualquer porosa
Superfície e, por ser incomburente
É queimado, não queima.
A luz ardente
Que possui é de cor azul no tom,
E, nu harmônica química, o seu som
É típico se semelha um longo ronco
De um urso velho dorminhoco e bronco.

Carlos Marighella

Omnia mea mecum porto

Юноша, не забывай молитвы. Каждый раз в молитве твоей, если искренна, мелькнет новое чувство, а в нем и новая мысль, которую ты прежде не знал и которая вновь ободрит тебя; и поймешь, что молитва есть воспитание.

Jovem, não esqueças da oração. Em tua oração, se for sincera, sempre aparecerá de relance um novo sentimento e, neste, uma nova ideia que antes não conhecias e que te devolverá o ânimo; e compreenderás que oração é educação.


Братья Карамазовы, Фёдор Миха́йлович Достое́вский
Irmãos Karamázov, Fiódor Mikhaílovitch Dostoiévski

Almas Paralelas - Augusto de Lima

ALMAS PARALELAS

Alma irmã de minha alma, espelho vivo
de outro espelho fio que te retrata,
alma de luz serena e intemerata,
cujo influxo de amor me tem cativo!

Bem sinto, que em mim vives e em ti vivo;
no entanto (e eis o desgosto que me mata!),
do amor a doce vaga me arrebata
e não posso atingir teu vulto esquivo.

O mesmo curso têm nossos destinos
do gozo o mel, da dor os desatinos
a um nada inspiram, sem que ao outro inspirem.

Mas, triste sorte! Ó bela entre as mais belas!
Eles são como duas paralelas;
– Próximos correm, sem jamais se unirem!...

Augusto de Lima

As Lágrimas do Regato - Augusto de Lima

AS LÁGRIMAS DO REGATO

A Alberto de Oliveira.

Na abóbada sem sol da região dos fósseis,
o regato calcário os seus meandros dóceis
desenha pelo vário e tortuoso giro.
O feldspato irisado, o severo pórfiro
e os blocos colossais do escultural basalto,
banha, circunda e enflora, e vai de salto em salto,
e vai de curva em curva, o báratro descendo,
do arbóreo cristal fluido os fios estendendo...
Um deles atravessa a gorja pétrea e ossuda
do elefante primevo, outro em lago se muda:
este vai esmaltar os veios de piriti,
aquele em gotas cai da dura estalactite,
como o leite que flui de exuberante poma;
este outro de um repuxo a esparsa forma toma.
Mas todos vão descendo em ímpeto fremente,
porque descer é sempre a sorte da corrente.
E o regato viajor no abismo solitário,
depois de completar na terra seu fadário,
lembra-se, com saudade, o mísero e mesquinho!
do tempo em que tocava a roda de um moinho;
em que ouvia da tarde as amorosas queixas,
dos salgueirais banhando as lúridas madeixas
e do sol refletindo o disco luminoso.
Quem lhe dera voltar a esse viver ditoso?
E no silêncio, então, das lágrimas supremas,
vai-se cristalizando em pérolas e gemas...



Augusto de Lima

A Descida - Augusto de Lima

A DESCIDA

Homem, remove este rochedo e a rara
galeria interior contempla e estuda;
desce, e da terra pela ossada muda
leva tua razão de ciência avara.

Na treva expira a luz há pouco clara,
o ar em sulfúreo gás já se transmuda:
coragem! desce, e os séculos saúda,
desce mais, desce mais... agora pára.

Mas não! lá fulge um fogo subterrâneo:
– e mergulhas no cérebro do globo,
– e lhe penetras de outro lado o crânio.

Desce! não! sobe agora; um brilho intenso
banha-te o corpo, e num heróico arroubo
eis-te boiando no oceano imenso.

Augusto de Lima

Kafka

 »Daß es uns an Glauben fehle, kann man nicht sagen. Allein die einfache Tatsache unseres Lebens ist in ihrem Glaubenswert gar nicht auszuschöpfen.«
 
»Hier wäre ein Glaubenswert? Man kann doch nicht nicht-leben.«
 
»Eben in diesem "kann doch nicht" steckt die wahnsinnige Kraft des Glaubens; in dieser Verneinung bekommt sie Gestalt.«
 
Es ist nicht notwendig, daß du aus dem Hause gehst. Bleib bei deinem Tisch und horche. Horche nicht einmal, warte nur. Warte nicht einmal, sei völlig still und allein. Anbieten wird sich dir die Welt zur Entlarvung, sie kann nicht anders, verzückt wird sie sich vor dir winden.
 
 
 
"Não pode-se dizer que estamos carentes de fé. O simples fato de nossa vida é, por si só, infindável em seu valor de fé."
 
"Seria isso um valor de fé? Não é possível não viver."
 
"Já nesse 'não é possível' reside a força insana da fé; é nessa negação que ela assume a sua forma."
 
Não é necessário que você saia de casa. Fique junto à sua mesa e escute. Nem mesmo escute, só espere. Nem mesmo espere, totalmente em silêncio e sozinho. O mundo irá oferecer-se a você para o próprio desmascaramento, não pode fazer outra coisa, extasiado ele irá contorcer-se a seus pés.
 
 
Franz Kafka

Der Untergang

Der Untergang des Abendlandes, zunächst ein örtlich und zeitlich beschränktes Phänomen wie das ihm entsprechende des Untergangs der Antike, ist, wie man sieht, ein philosophisches Thema, das in seiner ganzen Schwere begriffen alle großen Fragen des Seins in sich schließt.

Oswald Spengler, Der Untergang des Abendlandes 1922



Monday, September 17, 2012

Seu navio partiu. Você não sabe se ficou na costa ou se foi com ele. Por isso você se despede e busca si mesmo simultaneamente.

Sunday, September 16, 2012

Zeit

Nur unser Zeitbegriff läßt uns das Jüngste Gericht so nennen, eigentlich ist es ein Standrecht.

Só a nossa concepção de tempo nos faz nomear o Juízo Final com essas palavras; na realidade ele é uma corte constante.

Franz Kafka

Sapiens secum est

Sono, por que me persegues?
Não vês que quero estudar?
Largue-me, deixe-me pensar
Pois assim terei dias alegres

Mentira... Não busco alegria,
Admira-me mesmo o alimento da alma
Que a tudo pode trazer calma,
Ainda que a vida seja apenas melancolia

De Galileu a Goethe e de Goethe a Kafka
Da linguística à física e do homem à matemática
Ah, deixe-me em meu prazer

A cada leitura encho minha taça
Com a sabedoria de minha raça
Que nunca cheguei a conhecer

Alla sera

 
 
Forse perché della fatal quiete
Tu sei l'imago a me sì cara vieni
O sera! E quando ti corteggian liete
Le nubi estive e i zeffiri sereni,
 
E quando dal nevoso aere inquiete
Tenebre e lunghe all'universo meni
Sempre scendi invocata, e le secrete
Vie del mio cor soavemente tieni.
 
Vagar mi fai co' miei pensier su l'orme
che vanno al nulla eterno; e intanto fugge
questo reo tempo, e van con lui le torme
 
Delle cure onde meco egli si strugge;
e mentre io guardo la tua pace, dorme
Quello spirto guerrier ch'entro mi rugge.
 
Ugo Foscolo

L'âme

L'immortalité de l'âme est une chose qui nous importe si fort, qui nous touche si profondément, qu'il faut avoir perdu tout sentiment pour être dans l'indifférence de savoir ce qui en est. Toutes nos actions et nos pensées doivent prendre des routes si différents, selon qu'il y aura des biens éternels à espérer ou non, qu'il est impossible de faire une démarche avec sens et jugement; qu'en la réglant par la vue de ce point, qui doit être notre dernier object.

Ainsi notre premier interêt et notre devoir de nous éclaircir sur ce sujet, d'où dépend toute notre conduite.

Blaise Pascal
Ich bin der Dichter que nasceu sem povo,
Je suis le poète qui transpira sem leitor;
Águia? Albatroz?... Não, sou como o corvo
Que vive num mundo de rancor

Io sono il pseudopoeta chi vive na época errada
Ma chi sai che l'epoca non è mai stata certa,
Por isso morro e nasço a cada instante pela pessoa amada,
Oásis desta vida deserta

Mas que amargo elisir é a solidão
Capaz de levar os pensamentos ao ar,
Deveras triste é lembrar-se desta putrefação
Sem vida ou morte, frio, acordar

Mas se a alma é vesta
Valeria tudo a pena?
Isso confronta nossa natureza, casta
Em que a dúvida é nosso diadema

Que serei eu? E o Vasto e Tudo?
O que seria do mundo sem minha consciência, senão igual?
Que é o "moi" nesta vida, senão um grito mudo
Perdido adentro o Universo, celestial

Der Untergang

"Terás experimentado, terás visto em sonho como se cai de uma montanha dentro de um buraco? Pois bem, agora estou despencando, e não é um sonho. E não tenho medoe tu não tenhas medo. Quer dizer, tenho medo, mas para mim é doce. Quer dizer, não doce, mas é um êxtase..."

Dmítri Fiódorovitch Karamázov

A Árvore da Serra

- As árvores, meu filho, não têm alma!
E esta árvore me serve de empecilho...
É preciso cortá-la, pois, meu filho,
Para que eu tenha uma velhice calma!

- Meu pai, por que sua ira não se acalma?!
Não vê que em tudo existe o mesmo brilho?!
Deus pôs almas nos cedros... no junquilho...
Esta árvore, meu pai, possui minh'alma!...

- Disse - e ajoelhou-se, numa rogativa:
"Não mate a árvore, pai, para que eu viva!"
E quando a árvore, olhando a pátria serra,


Caiu aos golpes do machado bronco,
O moço triste se abraçou com o tronco
E nunca mais se levantou da terra!

Augusto dos Anjos

Der 19. August 2012

Acorda cedo e dá sua primeira aula,
Inicia alguém no francês,
Terminada a lição volta à sua jaula
Com toda a liberdade de um burguês

Arre! Mas ainda há a arte!
Deia entre as divinas, Augusta da humanidade!
Nunca termina em si mesma; apenas prend le Large...
Liberta o homem da obscuridade

Durante a volta no ônibus, um sonhar oblíquo
Guardando questo piccolo mondo
Ma mai dimenticando ch'il piccolo è parte dell'infinito
Appena vedendo come tutto é profondo...

Le ciel sur moi et les étoiles distants
Trazem-me a Paz a pensamentos idílicos
Et je rêve et ignore les temps
Até o momento Fatídico

Mas rememoro o grande Pascal
E observo a noite através da janela,
Vejo-o em cada astro, cada esfera
Ah! A sagração d'un homme triomphal!

Der Anfang

Es gibt zwei menschliche Hauptsünden, aus welchen sich alle andern ableiten: Ungeduld und Lässigkeit. Wegen der Ungeduld sind sie aus dem Paradiese vertrieben worden, wegen der Lässigkeit kehren sie nicht zurück. Vielleicht aber gibt es nur eine Hauptsünde: die Ungeduld. Wegen der Ungeduld sind sie vertrieben worden, wegen der Ungeduld kehren sie nicht zurück.
 
Existem dois pecados capitais, dos quais todos os outros derivam: impaciência e indolência. Por causa da impaciência os homens foram expulsos do paraíso, por causa da indolência eles não voltam. Mas talvez exista apenas um pecado capital, a impaciência. Por causa impaciência eles foram expulsos, por causa da impaciência eles não voltam.
 
Franz Kafka