Sunday, September 16, 2012

Ich bin der Dichter que nasceu sem povo,
Je suis le poète qui transpira sem leitor;
Águia? Albatroz?... Não, sou como o corvo
Que vive num mundo de rancor

Io sono il pseudopoeta chi vive na época errada
Ma chi sai che l'epoca non è mai stata certa,
Por isso morro e nasço a cada instante pela pessoa amada,
Oásis desta vida deserta

Mas que amargo elisir é a solidão
Capaz de levar os pensamentos ao ar,
Deveras triste é lembrar-se desta putrefação
Sem vida ou morte, frio, acordar

Mas se a alma é vesta
Valeria tudo a pena?
Isso confronta nossa natureza, casta
Em que a dúvida é nosso diadema

Que serei eu? E o Vasto e Tudo?
O que seria do mundo sem minha consciência, senão igual?
Que é o "moi" nesta vida, senão um grito mudo
Perdido adentro o Universo, celestial

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